O livro que não li

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Hoje apetece-me um livro que não li e que dificilmente conseguirei ler. Um livro que faz parte da história ou se calhar do imaginário e da mitologia. "Luís XIV", o livro que concentra as lições de Mazarin à criança que se tornou o Rei Sol. Diz a "história" que foram editados 50 exemplares, destinados à igreja, todos e cada um deles distribuídos aos dominicanos, passados de mão em mão, de geração em geração. Livro que ensina a política ou como ser político, livro que encerra em si próprio toda a sabedoria e experiência política universal e intemporal.
Apetece-me esse livro. Apetece-me aprender
Segundo se conta disse Mazarin a Luís XIV que com essas lições retribuía aquilo que lhe tinha sido dado pelo seu pai: a imensa fortuna de que gozava.
Se calhar o que me apetece mesmo é um romance sobre esse livro, preferencialmente escrito por Reverte...

Perguntas... indiscretas

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Quando no âmbito de uma investigação se congela uma conta com milhão e meio de euros (sim, milhão e meio de euros numa única conta) está-se a investigar uma coisita pequenina? Quando no âmbito de investigações se congelam contas com valores superiores a 100 000 contos e se apreeendem Tuaregs e quejandos, se arrestam edifícios, está-se a investigar coisas pequenitas?
Quais os parâmetros de avaliação? Esta é a dúvida que me persegue...

A Oeste nada de novo

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Sem surpresas as eleições para o Parlamento Europeu. Nada de novo a Nordeste... hehehe
Mais uma vez vitória esmagadora da abstenção! Sem espinhas!
Nenhuma surpresa na vitória do PSD em Portugal; a subida da esquerda (a verdadeira?!) não surpreende nem o mais incauto!
Em Espanha Zapatero perde - danos colaterais da crise?!
De Berlusconi mais uma demonstração da "improbabilidade", entropia diria Oriana!
OK! Meia surpresa nos Piratas! Conseguir assento no PE foi sem dúvida uma proeza; talvez inacreditável para quem desconhece que este partido tem mais de 40000 militantes.
Irritante a quantidade de análises e contra-análises construídas com dúzias de frases ocas, complexas, compostas e repetitivas duma realidade simples: mais de 60% da população europeia está-se nas tintas para o Parlamento Europeu - um órgão cada vez mais decorativo.
Em Portugal se o PS conseguisse ganhar neste momento seria caso do PSD arrumar as botas, se o BE não subisse com a insatisfação duma esquerda que já não se revê no PS e reserva o voto na CDU para as autárquicas, era caso para sair da estrada e mudar a táctica do insatisfeitos do mundo: uni-vos.
Uma coisa é certa as eleições para o PE não são caso para sair de casa...

20 anos depois

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Tiananmen. 20 anos se passaram. Na memória colectiva de várias gerações a foto de Jeff Widener conhecida como "O Rebelde Desconhecido de Tiananmen". Símbolo de uma coragem consciente e determinada. Sabiam mas não recuaram.
Centenas (ou mais) de pessoas morreram na violenta intervenção do exército contra a manifestação pacífica de estudantes, trabalhadores e cidadãos comuns que durante algumas semanas ocupou a Praça Tiananmen, no centro de Pequim depois da morte em Abril de 1989 de Hu Yaobang, o líder comunista afastado do poder por defender reformas liberais.
100 mil manifestantes ocuparam a Praça Tiananmen para o seu funeral. Esperava-se a intervenção e aconteceu. Com a violência esperada.

Al Capone “aselha"

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Al Capone investia as elevadas somas obtidas através do jogo, da chantagem, da extorsão ou da venda de bebidas alcoólicas, durante a chamada "Lei Seca” no negócio das lavandarias, reintroduzindo-o no mundo financeiro como lucros.
Os métodos de "lavagem" de dinheiro hoje existentes a nível mundial "são tão sofisticados que fariam Al Capone parecer um aselha". Esta afirmação é de Jochen Sanio presidente da Agência de Controlo da Banca Alemã.
Na mesma conferência de Berlim, o director da PJ Alemã, Joerg Ziercke, salientava que a lavagem foi transferida para a Internet, e os negócios são feitos através de cartões de crédito ou de cartões pré-pagos de empresas como a Webmoney ou a Moneybookers, que se podem adquirir anonimamente em muitos países (não é o nosso caso).
Outro método em voga e facilitado pela Net passa por aplicar o dinheiro nos casinos online e transferir os ganhos (portanto dinheiro lavados) para contas bancárias através de firmas offshore, uma evolução do antigo método de comprar prémios de jogo por mais 10%.
Ziercke constata ainda que a evolução tecnológica "limita cada vez mais a operacionalidade dos investigadores, que deparam também com obstáculos territoriais, porque a sua jurisdição cessa normalmente nas respectivas fronteiras" mas que há tendências positivas resultantes da maior atenção dada ao "online banking".
Pois... não é fácil não!