Diário de viagem interminável

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Décimo sétimo dia de viagem. Estou no Sal, no Crioula Hotel, um cinco estrelas muito agradável, com uma piscina enorme e de frente para o mar (a 50 metros ou menos)... Parece bom, né?! Num pequeno aparte digo-vos que me faz confusão ter na recepção e no bar pessoas que não falam português nem crioulo, na verdade há aqui duas que nem inglês, só mesmo italiano. Quando o staff local não está é um fartote de rir...
Adiante! Que faço eu aqui? Era suposto estar na Praia desde a 1 da manhã. O Boing que faria a viagem Sal/Praia ficou retido em Bergamo e fomos colocados em hotéis às duas da manhã. Estou com um humor de cão, com vontade de chegar a casa e abraçar o filhote.
Se ignorar todas as turbulências, esta viagem fica-me na memória. Logo que puder ponho as fotos do rio Niger, das ossadas dos dinossauros, das feiras e é pena não puder transmitir a sensação que é, no coração de África, ouvir pelas cinco da manhã a chamada para a oração e ver centenas de pessoas a rezar no meio da rua...
Niamey é uma cidade cheia de vida mas tranquila. Passei pelas ruas e pelo mercado com absoluta sensação de segurança. Com gentes simpáticas e prestativas e claro está com vendedores com um marketing de vendas muito agressivo.
E atravessando a ponte sentimos o deserto e a luta que se trava contra a desertificação.
Claro que a Internet era caríssima, lentíssima e paguei 800 francos CFA para tentar enviar um email (desisti ao fim de 15 minutos).
E agora vou... fumar um cigarro de frente para o mar e almoçar um serra grelhado para melhorar de humor

2 comentários:

Anónimo disse...

Espero as fotos da odisseia !!!
BEIJOSSSSSSSSSS

tibecasbi disse...

decididamente tu e as viagens nao se entendem. ou ficas sem malas, ou os aviões não querem andar... não haverá um bocadinho de binladismo nisso tudo? deixemo-nos de tretas.ainda bem que chegaste bem e o gil está fixe. um abraço e saudades...