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Sabedoria vs erudição

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Quando morreu um homem deixou em testamento 17 camelos aos três filhos: metade para o filho mais velho, um terço para o segundo e um nono para o terceiro. Um problema surgiu de imediato. Como fazer a partilha? Metade dos dezassete camelos para o mais velho. Como? Cortando um dos animais ao meio?
Os filhos procuraram o homem mais erudito da cidade, o estudioso, o matemático. Este pensou muito e não conseguiu encontrar a solução.
Alguém sugeriu: "É melhor procurarem alguém que saiba de camelos em vez de matemática".
Foram então ao homem mais idoso da cidade, inculto, porém sábio de experiência feita. Contaram-lhe o problema. O velho riu e disse:
"É muito simples". Emprestou um dos seus camelos - ficaram 18 - e depois fez a divisão.
Deu nove camelos ao primeiro filho. Ao segundo coube a terça parte - seis camelos; e ao terceiro filho, dois camelos - a nona parte. Sobrou um camelo: o que tinha sido emprestado! O velho então, pegou o seu camelo  e disse: "Agora podem ir".
Esta história é contada no livro "Palavras de fogo", de Rajneesh para ilustrar a diferença entre a sabedoria e a erudição. Rajneesh conclui: "A sabedoria é prática, o que não acontece com a erudição. A cultura é abstracta, a sabedoria é terrena; a erudição são palavras e a sabedoria é experiência".

Downloads de livros

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Está disponível para download gratuito durante todo o dia de hoje, quinta-feira, o livro"Atemschaukel", da vencedora do Nobel de Literatura 2009 a escritora alemã Herta Müller. A iniciativa é da Associação de Livreiros Alemães, que, durante a Feira do Livro de Frankfurt vai oferecer livro por dia. São os "Download-days".
Um grande senão: as obras são em alemão. Vou perder a oportunidade mas quem saiba alemão pode aproveitar na plataforma digital Libreka.de

O livro que não li

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Hoje apetece-me um livro que não li e que dificilmente conseguirei ler. Um livro que faz parte da história ou se calhar do imaginário e da mitologia. "Luís XIV", o livro que concentra as lições de Mazarin à criança que se tornou o Rei Sol. Diz a "história" que foram editados 50 exemplares, destinados à igreja, todos e cada um deles distribuídos aos dominicanos, passados de mão em mão, de geração em geração. Livro que ensina a política ou como ser político, livro que encerra em si próprio toda a sabedoria e experiência política universal e intemporal.
Apetece-me esse livro. Apetece-me aprender
Segundo se conta disse Mazarin a Luís XIV que com essas lições retribuía aquilo que lhe tinha sido dado pelo seu pai: a imensa fortuna de que gozava.
Se calhar o que me apetece mesmo é um romance sobre esse livro, preferencialmente escrito por Reverte...

Bibliotecas

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Há várias maneiras de promover a leitura e as bibliotecas mas esta destaca-se pela originalidade (não é um mural).
O exterior do parque de estacionamento da Biblioteca da cidade do Kansas é “feito” de formas gigantes de lombadas de livros. A selecção foi feita a partir das indicações dos residentes sobre livros influentes que considerassem como representativos da cidade.

Chesterton

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Li por aí que Ortodoxia de G. K. Chesterton vai ser reeditado. Fiquei contente não sei porquê. Gosto de Chesterton, reconheço que é um escritor obrigatório mas a verdade é que me irrita. Não consigo lê-lo sem irritar-me mas leio.
Fica um extracto do Ortodoxia...
"Qual é o problema do pessimista?
Em minha opinião, o pessimista pode ser descrito como uma espécie de antipatriota cósmico.
E qual é o problema do antipatriota? Parece-me poder-se afirmar, sem amargura indevida, que o antipatriota cósmico é o amigo ingénuo.
E qual é o problema do amigo ingénuo? Atrevo-me a dizer que o problema do amigo ingénuo reside no simples facto de não ser ingénuo. O amigo ingénuo esconde qualquer coisa: o triste prazer que sente em dizer coisas desagradáveis.
Este amigo tem um secreto desejo, não apenas de ajudar, mas de magoar. E esta é, a meu ver, a razão pela qual um certo tipo de antipatriota se torna irritante para os cidadãos normais.
É a pessoa que diz: «Lamento imenso informar que estamos arruinados», quando não lamenta coisa nenhuma.
É certo que ele se limita a enunciar factos; mas não deixa de ser essencial conhecer as suas emoções e as suas motivações.
Pode muito bem acontecer que haja em Tottenham mil e duzentas pessoas com varíola; mas convém saber se quem faz esta afirmação é um grande filósofo, que a faz com o intuito de amaldiçoar os deuses, ou um simples membro do clero, que a faz porque pretende ajudar os doentes.
O problema do pessimista não é, pois, punir severamente deuses e homens, é não amar aquilo que pune tão severamente – é não ter esta lealdade, primária e sobrenatural, para com as coisas."

O Deus das moscas

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Os livros são como as cerejas. Vêm aos pares ou aos trios. Um puxa pelo outro. Nos últimos tempos deu-me para reler pela milésima vez “O Principezinho”, muito pela raposa, muito pelo rei, muito pelo vaidoso…
E de repente apetece-me reler o “Deus das Moscas”. Não sei porquê. Dou uma olhadela ao armário mas a confusão é tanta - mais um ano se passou sem as prateleiras - que desisto de procurar esta noite. Mas apetece e nem sei porquê. Esse livro sempre me inquietou, pela inevitabilidade que tem em si, pela condição humana a que nos reduz.

E se a Bíblia tivesse sido escrita por uma mulher?

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Ainda não li mas espero pôr as mãos neste livro "A Mulher que escreveu a Bíblia" de Moacyr Scliar, um dos escritores brasileiros mais conhecidos da actualidade.
A sinopse desperta curiosidade: "a personagem principal, a mais feia das setecentas esposas de Salomão, que providencialmente era a única que sabia ler e escrever, irá ter a função de fazer aquilo que uma legião de escribas não conseguiu: escrever a história da humanidade e do povo judeu, a Bíblia".
É um livro de 1999 mas tomei conhecimento dele através dum spot especialmente criado para a sua divulgação na Internet, pela editora Livros de Seda, uma estratégia de venda de livros que me parece inédita nas editoras portuguesas. Fica o spot.