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Violência doméstica

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Apenas divulgação... apenas informação do que se vai fazendo por outras bandas.

Em 2001 José Bono, presidente de Castilla-LaMancha, decidiu avançar na sua região com a Ley de Prevención de Malos Tratos y Protección a las Mujeres Maltratadas que previa a publicação numa página Web de um registo por ordem alfabética de todos os agressores de mulheres, condenados nos Tribunais de Castilla-La Mancha com prévio consentimento da vítima (ou dum seu familiar caso tivesse morrido) cujo nome (e de menores eventualmente envolvidos) era omitido.
O debate sociológico e jurídico em toda a Espanha foi intenso mas a medida não avançou porque violava a Lei de Protecção de Dados.





Como as sentenças judiciais são públicas Castilla-LaMancha passou a publicar e distribuir em Cd uma informação anual que agrupa as sentenças de maus tratos transitadas em julgado na região, entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de cada ano.
Alguns "ayuntamentos" de Espanha seguiram o exemplo - o Ayuntamiento de Barakaldo (Viscaya) e o Ayuntamento de Plasencia (Cáceres).
Continua em Espanha este debate sobre a criação de um registo público de agressores, à semelhança do que já foi feito noutros países da Europa, onde a medida foi adoptada, nomeadamente na Suécia, onde com a divulgação da identidade do agressor se chegou a publicar a sua fotografia.
Para a presidente da Asociación de Mujeres Juristas Themis, Altamira Gonzalo, a medida é muito positiva: "Para luchar contra la violencia de género hay que llevar una política similar a la que se ha realizado con el terrorismo, como es el rechazo de la sociedad".
Monserrat Comas, presidente do Observatorio Contra la Violencia de Género del Consejo General del Poder Judicial, crê que a iniciativa favorece a prevenção do delito.
O porta-voz do Consejo General del Poder Judicial, Enrique López, defende que a publicação dos nomes dos agressores constitui uma dupla criminalização do condenado: "El castigo ya lo asegura la ley, en lo que hay que pensar es en la prevención de la violencia de género".

Dengue: números de emergência

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8002008 e 8001112 são os números de emergência de informação sobre a dengue.
Divulguem

STOP Dengue

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A dengue é transmitida através do mosquito Aedes aegypti (“indesejado” em grego).
Não há transmissão entre pessoas, sem a acção deste mosquito doméstico.

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Segundo as estimativas da OMS anualmente entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas são infectadas em mais de 100 países.
O Aedes ataca de manhã cedo ou ao entardecer. Prefere tornozelos e pés porque voa baixo. A picada é quase indolor. O período médio de incubação é de 5/6 dias.
Não existe tratamento ou vacina contra a dengue. A solução está na prevenção e na diminuição dos locais onde as larvas se reproduzem. A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer, por isso, as medidas individuais são importantes.
Para minimizar os riscos para nós e para os outros há que ter atenção a algumas “coisas” aparentemente básicas e que até são simples:
Vasos de flores
: mudar a água de dois em 2 dias e enchê-los de areia até à borda, verificar os pratos que pomos por baixo dos vasos (não basta deitar a água fora é preciso limpar e eliminar eventuais larvas).
Pneus velhos: não os deixar por aí e tentar que aqueles que estão nas nossas redondezas sejam recolhidos ou pelo menos eliminar a água e as larvas que lá estejam dentro e colocá-los a coberto
Depósitos de água, cisternas, piscinas e tudo aquilo que acumula água é risco acrescido neste momento; é preciso tapar, limpar, não deixar garrafas largadas por aí e os copos descartáveis devem merecer atenção. Não deixes a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente

Redes mosquiteiros e usar repelente são também boas medidas.
Divulguem as medidas que devem ser tomadas, chamem a atenção dos mais descuidados, reclamem com os vizinhos que têm depósitos abertos e se preciso for tapem as valas com areia.
Podem encontrar mais informação no site do Ministério da Saúde. Na net gostei deste guia brasileiro

Europa cercada

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Vale a pena ver. Imagens fortes e belíssimas de África e da cultura africana ilustram uma realidade dolorosa para toda a humanidade.

Marlando

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A cólera invadiu-me. São minutos a quente. Respiro fundo, deixo-a sair, lentamente, saboreando cada segundo numa promessa muda.
A dor que me ficou não é minha. Talvez por isso demora a ser apaziguada; dor pelos meus; dor pelos riscos; dor pela coragem que não temos mas mostramos o que talvez venha dar ao mesmo.
A ingenuidade nunca foi uma das minhas virtudes imaginando que tenho alguma. A desfaçatez daquilo que é o AVISO nem surpreende. Vem-me à cabeça o termo marlandro inventado no Brasil! Inevitável o sorriso. Trauteio o “still standing”.
Deixo sair a emoção expelindo-a a cada farrapo de ar. A determinação aguenta-se incólume.
A vida é um jogo, é perdição, é convicção.
Bom mesmo é ir a jogo com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... (será mesmo Chaplin?)
Hoje mantemo-nos firmes e aguentamos… só isso ou tudo isso. Um imenso isso. Amanhã (um qualquer breve amanhã)… atreveremos.

Mortalidade materna

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Um dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio visa reduzir em 75% da taxa de mortalidade materna até 2015. Anualmente morrem mais de 500 mil mulheres com complicações provocadas durante a gravidez e muitos milhares mais ficam fisicamente diminuídas. Muito interessante este vídeo que pretende informar a opinião pública acerca do problema e contou com a participação de Sara Tavares.

Dia da Criança Africana

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16 de Junho de 1976. No Soweto, arredores de Johanesburgo, desencadeiam-se manifestações juvenis de protesto contra a imposição nas salas de aula do idioma africâner. Este idioma era, na época, a língua materna dos sul-africanos brancos... Um acto de coragem em pleno Apartheid. Violenta a resposta dos responáveis sul-africanos; um massacre em que as principais vítimas foram crianças.
Em 1991 a Organização de Unidade Africana (OUA) em Addis-Abeba, Etiópia, institucionalizou o dia 16 de Junho como o Dia da Criança Africana.
Neste 16 de Junho de 2008, o meu filho disse-me que as crianças africanas têm dois dias mas não é suficiente pois sofrem mais que as outras. O "porquê" que se seguiu à afirmação que eu não pude desmentir contêm uma acusação implícita que partilho com todos os que tal como eu fazem parte dum mundo adulto mas que não tem respostas.
Mais de um milhão de crianças moçambicanas estão afectadas directa ou indirectamente pela SIDA. Em Angola apesar do fim da guerra civil que durou 27 anos, o país tem ainda a terceira pior taxa de mortalidade infantil do mundo e quase um terço das crianças estão mal nutridas. Na Libéria, mais de meio milhão de crianças perderam vários anos de escolarização devido ao conflito que durou 15 anos, mais de 40.000 crianças-soldados foram desarmadas após o conflito, mas escasseiam os fundos para a sua reintegração efectiva na sociedade. No Burundi, a má nutrição entre as crianças mantém-se acima dos 50 por cento e apenas metade está matriculada nas escolas. No Darfur, onde desde janeiro mais de 250 mil pessoas foram forçadas a abandonar os seus lares, mais de 1,8 milhão de crianças têm dificuldades para sobreviver e um terço das violações atinge crianças.
Por cá também temos muito ainda que trabalhar, começando por uma paternidade e maternidade responsáveis. Muito a fazer pelas nossas crianças...

Words don’t come easily

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Bloggers Unite apelou a uma blogagem colectiva pelos direitos humanos. Usar a blogosfera para fazer do mundo um lugar melhor. Tomei conhecimento da iniciativa pelo Sanpadjud que juntou um outro desafio: recuperar um post publicado no Con(ou sem)tigo nos últimos meses.
É o que faço.
Às vezes as palavras não chegam com facilidade, esta foto está gravada em mim e é dor o que me faz sentir. Mas também a certeza de que "Teimosamente continuamos de pé num desafio aos deuses e aos homens"...
Foto de Sebastião Salgado tirada no Mali

Food crisis

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Fala-se da crise dos cereais, da crise do arroz, da crise alimentar... quem vai ser afectado? Ou melhor quem está ou foi já afectado? Ou quem não vai ser afectado porque já vive com essa crise há muito?
Ah! Notem o número de elementos de cada uma destas famílias... e notem que são aqueles que têm rendimentos
1 - Germany: A família Melander de Bargteheide. Gastos semanais com alimentação: 375.39 Euros ou $500.07
2 - United States: A família Revis de North Carolina Gastos semanais com alimentação: $341.98
3 - Italy: A família Manzo de Sicily Gastos semanais com alimentação: 214.36 Euros or $260.11

4 - Mexico: The Casales family of Cuernavaca Gastos semanais com alimentação: 1,862.78 Mexican Pesos or $189.09

5 - Poland: The Sobczynscy family of Konstancin-Jeziorna Gastos semanais com alimentação: 582.48 Zlotys or $151.2

6 - Egypt: The Ahmed family of Cairo Gastos semanais com alimentação: 387.85 Egyptian Pounds or $68.53 7 - Ecuador: The Ayme family of Tingo. Gastos semanais com alimentação: $31.558 - Bhutan: The Namgay family of Shingkhey Village. Gastos semanais com alimentação: 224.93 ngultrum or $5.03 9 - Chad: The Aboubakar family of Breidjing Camp. Gastos semanais com alimentação: 685 CFA Francs or $1.23 Mais uma vez e sempre, Flagelados do Vento Leste:"Morremos e ressuscitamos todos os anos para desespero dos que nos impedem a caminhada. Teimosamente continuamos de pé num desafio aos deuses e aos homens"

O aquecimento global e a cerveja

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Confirmados os motivos da minha preocupação com o aquecimento global.
Um relatório divulgado este mês alerta para mais um efeito inesperado do aquecimento global. Segundo Jim Salinger, especialista do Instituto de Água e Pesquisa Meteorológica neozelandês, as regiões da Austrália e Nova Zelândia onde a cevada (para quem não sabe o principal ingrediente da cerveja) é plantada serão afectadas pela seca, o que afectará a produção de cerveja.
Ora bolas! Se já não me faltavam motivos para me preocupar com o aquecimento global agora mais este: as mudanças climáticas podem encarecer a cerveja. Escassez de cevada e de cerveja é igual a preço alto daquela imperial que sabe tão bem no final de uma tarde de calor.
Para os mais preocupados fica uma oração que me chegou por e-mail há uns tempos...

Dói

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Dói. Apenas dor porque por mais que as procure, as palavras fazem-se ausentes. Agarro-me a um verso do poema Flagelados do Vento Leste:
"Morremos e ressuscitamos todos os anos para desespero dos que nos impedem a caminhada. Teimosamente continuamos de pé num desafio aos deuses e aos homens" Foto de Sebastião Salgado encontrada no blog Suite de ideias.

Mudanças climáticas

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Vou voltar ao assunto, yep, as mudanças climáticas. E lembrar o gang, as amarras, que foram são gente interessada, envolvida, actuante, pró-activa e blá blá blá e se bem me lembro esquerda radical, MRPP, UDP e quejandos, sempre prontos para salvar o mundo que não se trata de mandar umas bocas, falar mal dos Governos e reclamar do Bush.
Trata-se de mudar os nossos comportamentos, de dar pequenos passos que fazem diferença pois a questão não é apenas mudar para as energias alternativas mas poupar energia. E isso é connosco. E a verdade é que temos uma série de maus hábitos, não é? Pois, e temos de mudar.
A Greenpeace tem em curso uma campanha interessante e... o melhor é darem uma espreitadela. Basta clikar e depois mudem a porra das lâmpadas.

Join Greenpeace 7 Step Climate Campaign

PS: antes que perguntem a lâmpada da cozinha é fluorescente normal, a da sala é compacta e vou mudar as dos quartos.

Falava-se das mudanças climáticas

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Falava-se das mudanças climáticas como coisa que supostamente poderia acontecer num futuro distante.
Algumas coisas que vão acontecendo, neste início de 2008, mostram que as mudanças já estão em curso:
Começou este mês o Festival de Gelo em Harbin, no nordeste da China, cidade famosa pelo seu festival de estátuas gigantescas de neve e gelo que atrai turistas de todo o mundo. Este festival começa a sofrer os efeitos das alterações climáticas. Nos últimos anos a duração das esculturas tem diminuído e em 2007 a cidade registrou a temperatura média anual mais alta em 126 anos. Antes, as obras aguentavam até Abril. Agora, mal sobrevivem a Fevereiro. As consequências para a cidade a nível económico são sérias já que a redução do período de vida das esculturas reduz o número de visitantes.
As partidas do clima não se ficam por aí. Na Índia o frio inusitado matou mais de 20 pessoas e caiu neve em Bagdad fenómeno que não acontecia há quase um século. Segundo o serviço de meteorologia iraquiano a neve foi o resultado do choque de duas massas de ar, uma fria e seca proveniente da Sibéria e outra quente e húmida, do Mar Vermelho.
Julgo que é altura de nos envolvermos todos nesta questão ou a questão vai envolver-nos! O tal futuro distante mais do que estar à porta, já entrou.

Benazir Bhutto

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A notícia apesar de tudo surpreendeu-me. A despeito das sucessivas ameaças acreditei que ela chegaria às eleições e provavelmente seria deposta numa demonstração de que a história se repete. Trata-se de uma mulher que admiro pelo percurso e pela coragem num contexto em que as dificuldades são exponencialmente maiores do que aquelas que uma mulher que abraça a política no Ocidente enfrenta.
A líder da oposição no Paquistão Benazir Bhutto foi assassinada hoje, 27 de Dezembro, durante um comício na cidade de Rawalpindi, num ataque suicida que matou pelo menos mais 20 pessoas, duas semanas antes das eleições que tudo levava a crer que ela iria ganhar.
Benazir Bhutto foi a primeira mulher eleita para conduzir um estado muçulmano, tendo sido Primeiro-ministro do Paquistão duas vezes. Conduziu o país de 1988 a 1990 e novamente entre 1993 e 1996. Foi sempre deposta pelos militares com alegações de corrupção
Buttho depois de oito anos, exilada no Dubai e em Londres, voltou ao Paquistão em 18 de Outubro de 2007 e foi recebida por uma multidão de mais de cem mil pessoas o que não impediu que sofresse logo nessa chegada a Karachi dois atentados.
Ciente dos riscos Bhutto não desistiu da sua luta de décadas por um Paquistão mais democrático. Numa entrevista para o Paris Match algumas horas antes do ataque, Bhutto afirmou que tinham sido alertados para um potential ataque suicida e que a polícia tinha reforçado as medidas de protecção da comitiva.
Pouco surpreendentes são as subsequentes declarações de Musharraf que afirmou que os assassinos são os mesmos extremistas que o Paquistão tem combatido e decretou três dias de luto nacional. Estranho, não?
Triste esta recta final de 2007

Águas a subir

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Um relatório relatório da OCDE publicado hoje, numa altura em que decorre em Bali a Climate Change Conference da ONU, revela que pelo menos 150 milhões de pessoas que vivem em cidades costeiras vão ficar expostas ao risco de inundações provocadas por grandes tempestades e pela subida do nível dos oceanos, de agora até 2070.

As zonas potencialmente mais ameaçadas são da costa asiática, Calcutá, Bombaim, Cantão, Cidade de Ho Chi Minh, Xangai, Banguecoque, Rangum e Miami mas também Nova Iorque e Miami aparecem no ranking.

No caso de Cabo Verde ainda não consegui perceber o potencial da ameaça porque este país arquipelágico não consta do relatório. Será similar ao do Senegal? A nossa capacidade de nos protegermos que é um dos factores tidos em conta pelo relatório não me parece superior. O documento afirma que as cidades que gastam mais dinheiro para estarem mais protegidas correm menor risco, como é o caso de Amesterdão, Hamburgo, Tóquio e Londres. O melhor mesmo é seguir os exemplos e prevenir. O "ver para crer" cantado por alguns já deixou de fazer sentido.

Os autores do estudo sublinham a urgência em integrar as mudanças climáticas na política de desenvolvimento urbano atenta a concentração de riscos nas grandes cidades (então e as pequenas são danos colaterais suportáveis?).

O estudo baseia-se no valor (considerado de “médio a alto” pelo GIEC - grupo de especialistas intergovernamentais sobre clima das Nações Unidas) da subida média das águas dos mares em meio metro em 2070, tem em contra o aceleramento do degelo na Groenlândia e na Antártida e factores como o desenvolvimento.

Os autores lembram o que aconteceu em 2005 em New Orleans (alguém se lembra?) e recomendam que se deve começar já a proteger as cidades portuárias para “evitar consequências que são previsíveis para meados deste século.

Coming back... soon

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Das mais simples leis da vida: tudo tem consequência.
(O video é cortesia da Clave)


We are all in this together - we must work together

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A Terra está a caminhar em direcção a uma era mais quente - é a conclusão do relatório do Grupo Intergovernamental de peritos em Alterações Climáticas da ONU que recebeu o Nobel da Paz.
No documento, apresentado numa conferência em Valência, é feito ainda um aviso para as inevitáveis consequências que estas alterações terão no Homem. No próximo mês, em Bali, na Indonésia, irá discutir-se o sucessor do protocolo de Quioto.
O secretário-geral da ONU, que esteve presente nesta conferência, disse esperar que o documento sirva de base para se alcançar um novo acordo contra o aquecimento global: “Dentro de sete anos pode ser tarde demais”

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Sou ilhéu. Moro no meio do Atlântico. Preocupa-me como não podia deixar de ser o ambiente e as alterações climáticas. Os Estudos do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) concluem que a temperatura média global da atmosfera à superfície irá aumentar até 2100 num valor compreendido entre 1.4 e 5.8ºC, relativamente a 1990.
Ora, sabe-se lá porquê as zonas costeiras e as ilhas revelam-se extremamente sensíveis face a determinados fenómenos globais de alteração climática designadamente à elevação do nível médio do mar! Tenho mesmo que “give a damn”…
Cabo Verde é um país periférico e arquipelágico, que vive um período de transição, do grupo dos países menos avançados para o dos países de desenvolvimento médio – uma proeza se tivermos em conta os escassos recursos e os trinta e poucos anos que o país tem.
Transição ou encruzilhada? Neste mundo globalizado, em que a competitividade é deificada, pode um pequeno país lutar por um desenvolvimento que permita satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas?
Enfrentar os complexos desafios que se colocam a Cabo Verde, desde a redução da dependência energética, à exploração sustentada do turismo tendo em conta os seus impactes ambientais, sociais e económicos e o seu valor estratégico, passando pelo tratamento dos resíduos, não é fácil. E menos fácil é se atentarmos na necessidade de investimento externo para assegurar o tal desenvolvimento e na necessidade de competitividade. Convenhamos!

Mas a verdade é que é preciso termos consciência que a competitividade não se pode dissociar do ambiente e da sua protecção. Um exemplo é naturalmente o desenvolvimento do turismo, actualmente, a nossa “galinha de ovos de oiro, assume uma importância relevante e crescente em termos económicos mas impõe que sejam prevenidos os impactes negativos e de natureza cumulativa e dentre estes:

- construção de grandes infraestruturas na zona costeira;
- poluição da água do mar e das praias;
- perda de biodiversidade resultante, por exemplo, da erosão das dunas devido a construções e pressões das actividades dos visitantes;
- problemas urbanos, por exemplo a prostituição registada em muitos locais de grande afluência turística.

Ora, a qualidade de vida e as riquezas naturais e paisagísticas são o recurso primordial do turismo – sendo precisamente as suas principais vítimas no contexto de um desenvolvimento não sustentável. São claros os efeitos negativos que a diminuição da qualidade do ambiente tem na procura turística. Mata-se a galinha…
É certo que, cabo Verde tem utilizado, uma das chaves do sucesso de uma estratégia de desenvolvimento sustentável: a educação para a cidadania, que de facto se revela como uma condição indispensável da mudança de paradigmas culturais e valores éticos, sem a qual não há “governação responsável”, nem participação pública.
Mas falta informação, falta mobilizar e ajudar a sociedade civil a encontrar por ela própria soluções locais sustentáveis e a participar largamente na discussão da temática (como aconteceu há bem pouco tempo com o caso das descargas de águas residuais não tratadas com contaminação microbiana das águas costeiras), do enfrentamento dos desafios e a transformar-se na guardiã (não de tesouros) da sua sobrevivência.
Contribuindo assim, também, para o sucesso nos desafios que enfrentamos neste mundo global.

Contradições

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Tudo o que chama a atenção para alguns assuntos incómodos é bom! Sim, é sim (ou deve ser?). A Susaninha, sempre a Susaninha... Yep! é dela uma das minhas tiras favoritas da Mafalda porque resume exemplarmente a nossa concepção de ajuda: Lagosta e caviar para comprarmos pão e massas para os pobres.
Foi um evento notável e todos queríamos salvar o mundo. Mas... lido no The Observer"Live Earth beams 150 acts to an audience of 2bn ... and burns more carbon than 3,000 Britons do in a year. Critics and fans are split, but everybody wants to save the world"

A beginner's guide to giving a damn about climate change

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